segunda-feira, 24 de julho de 2017

Menos passageiros do que esperado no Transolímpica

23/07/2017 - O Dia

À espera da rede completa de BRTs, o corredor inaugurado para os Jogos de 2016 transporta, um ano depois, 30 mil pessoas por dia, menos da metade do prometido

CLAUDIO SOUZA

Rio - Construído com a promessa de transportar até 70 mil pessoas por dia, o corredor Transolímpica completa um ano de operação em julho com menos da metade dos passageiros esperados. Segundo o consórcio BRT Rio, que opera o sistema, o corredor transporta, em média, 30 mil passageiros por dia. As razões para o movimento baixo são a crise econômica, que reduz as viagens em toda a cidade, e a não conclusão do projeto inicial da rede de BRTs.

O corredor Transolímpica liga a Vila Militar ao Recreio dos Bandeirantes, onde se conecta com o Transoeste. Divulgação

“A expectativa é de que quando houver a ligação desse corredor com o Terminal Deodoro, a demanda do Transolímpica aumente em pelo menos 10 mil passageiros por dia. Atualmente, a última estação é Vila Militar, que só recebe ônibus alimentadores dos bairros daquela área até a Avenida Brasil. Com o terminal, haverá a demanda do outro lado da Brasil e do próprio corredor Transbrasil”, explica Suzy Ballossier, diretora de Relações Institucionais do BRT Rio.

Entretanto, se depender dessa ligação, o BRT ainda terá de esperar bastante. Apesar de as obras do trecho de Caju a Deodoro do Transbrasil terem recomeçado em abril, a licitação, realizada ainda na gestão de Eduardo Paes, não prevê a construção dos três terminais previstos nesta parte do projeto: Deodoro, Nações e Margaridas. De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, a previsão é de que a construção dos três terminais, avaliados em cerca de R$ 100 milhões cada, seja licitada até o fim do ano. Com isso, o trecho Caju-Deodoro do Transbrasil, previsto para inaugurar em julho de 2018, começará a funcionar como faixas seletivas para os ônibus comuns.

Também precisa ser licitada ainda a construção da ligação Vila Militar-Deodoro e o trecho Caju-Centro, do Transbrasil. Mas tudo depende da disponibilidade de recursos para novas licitações.

Com isso, estações do Transolímpica continuam vazias. “O Terminal Centro Olímpico, projetado para 2 mil pessoas por dia, recebe atualmente só 220”, completa Suzy. Além de a rede de BRTs não ter sido concluída, com o Transbrasil, a queda da economia tira passageiros do sistema, que recebe hoje 374 mil passageiros por dia, menos do que os 420 mil de um ano atrás.


sábado, 22 de julho de 2017

Prefeitura descarta pemanência de ônibus intermunicipais no Cafubá

22/07/2017 - O Globo

Linhas que operavam sem autorização voltarão para Charitas
   
POR RENAN ALMEIDA 

Linha de Charitas exibe letreiro indicando caminho pelo túnel Charitas-Cafubá - Ana Branco / Agência O Globo

Dias contados. Um dos quiosques da orla de Charitas, construídos em 1989, e que estão sob ameaça de serem removidos da orla Foto: Agência O Globo Quiosqueiros cobram apoio da prefeitura para permanecerem em Charitas 22/07/2017 4:00

NITERÓI - A baldeação voltará a ser a única saída para quem mora no Cafubá e vai de ônibus para o Rio. A prefeitura informa que retirará do bairro o ponto de estacionamento dos ônibus da Viação 1001 — transferidos em maio de Charitas para a Avenida Sete. As linhas estavam embarcando e desembarcando passageiros no bairro sem autorização.

A mudança imposta pela prefeitura alterou apenas o local de estacionamento dos ônibus, mas, como passou a ser obrigada a ir até o Cafubá para estacionar, a Autoviação 1001 solicitou ao Detro, ainda em maio, a extensão do itinerário das linhas para o bairro. O órgão levou o pedido para análise da prefeitura, mas não teve retorno.

Mesmo sem a autorização, os ônibus das linhas 750D (Charitas-Gávea), 760D (Charitas-Galeão) e 775D (Charitas-Gávea, via Lapa) passaram a embarcar e desembarcar passageiros livremente no bairro da Região Oceânica. Nas últimas semanas, os letreiros dos ônibus exibiam a legenda “Túnel Cafubá”.

A prefeitura afirma em nota que “não tem interesse em aumentar a quantidade de ônibus intermunicipais circulando na cidade, uma vez que está fazendo investimentos em pistas exclusivas para o sistema municipal.” Acrescentou que, por esse motivo, “não tem por que colocar linhas concorrentes no mesmo eixo.”

A posição da prefeitura desagradou a moradores da região. Na rua, a possível retirada dos ônibus do Cafubá é criticada por moradores. Carlos Marins, coordenador da Comissão de Moradores da Região Oceânica, diz que a permanência é fundamental.

— Se retirarem, vamos fazer uma manifestação aqui — diz Marins, que fez um abaixo-assinado em defesa do ponto final no bairro.

Larissa Leite mora perto da rótula do Cafubá e também defende os intermunicipais ali.

— Não tem nenhum ônibus para o Rio aqui. Quanto mais opções, melhor — afirmou.

A prefeitura informa que a definição da área de estacionamento dos ônibus intermunicipais ainda não foi concluída mas que, em breve, os ônibus da 1001 deixarão de parar no Cafubá e retornarão para Charitas. O Detro informa que encaminhará uma equipe de fiscalização para averiguar possíveis irregularidades.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Abre-se o caixa 2 das empresas de ônibus do Rio

04/07/2017 - O Globo

A corrupção no Rio se tornou sistêmica. Ao esquema envolvendo governo, empreiteiras, TCE e Assembleia Legislativa, juntam-se agora empresários de ônibus
   
A operação Ponto Final — desdobramento da Lava-Jato no Rio — é, na verdade, ponto de partida para se desvendar a caixa-preta das empresas de ônibus. Embora dominem amplamente o mercado fluminense — transportam cerca de 70% de todos os passageiros — e recebam R$ 28,3 milhões por mês em subsídios do governo do estado, elas nunca primaram pela transparência. Não por acaso, suspeitas de corrupção sempre rondaram o sistema. A chamada “caixinha” da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte do Rio de Janeiro), que abasteceria políticos em troca de vantagens para o setor, sempre foi negada pelos empresários, e quase virou lenda urbana, mas, agora, ganha nomes, endereços e CPFs. O esquema veio a público a partir da prisão do empresário Jacob Barata Filho, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na noite de domingo, quando tentava embarcar para Portugal.

O fio da meada começou a ser puxado com a delação premiada do doleiro Álvaro José Novis, encarregado pelos empresários de fazer os repasses. De acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF), dos R$ 260 milhões pagos em propina pelas empresas de ônibus, R$ 122,9 milhões foram destinados ao ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. Novis relatou que, embora as planilhas façam referência ao período de setembro de 2009 a janeiro de 2016, o esquema teria começado quando Cabral ainda era deputado estadual, antes de assumir como governador, em 2007.

Por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, foram presos, além de Jacob Barata Filho, o presidente da Fetranspor, Lélis Marcos Teixeira; o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Rio de Janeiro (Setrerj), Marcelo Traça Gonçalves; e o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro) Rogério Onofre. O órgão é encarregado de fiscalizar os ônibus intermunicipais.

Pelo que apurou a força-tarefa da Operação Calicute (versão da Lava-Jato no Rio), a propina saía da garagem das empresas em carro-forte e era guardada no cofre da própria transportadora de valores. O dinheiro pagaria favores como reajustes injustificados de tarifa, retenção de créditos do Riocard e relaxamento da fiscalização sobre linhas intermunicipais.

Entende-se agora por que o serviço de ônibus, de modo geral, deixa tanto a desejar, com frota envelhecida, veículos malconservados e horários intermitentes. Pelo jeito, não faltam recursos.

A Operação Ponto Final é mais uma evidência de que, tal qual no plano federal, a corrupção no Rio se tornou sistêmica. Ao esquema envolvendo governo, empreiteiras, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Assembleia Legislativa, juntam-se os empresários de ônibus. Há possibilidade agora de se completar o mapeamento da corrupção fluminense, para se saber o tamanho exato dessa teia.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Esquema de propina nos transportes do RJ tinha custo mensal de R$ 1,2 milhão, diz MPF

04/07/2017 - RJ TV

Verba era usada para pagar seguranças, funcionários e taxas em geral. Segundo investigação da Operação Ponto Final, em 6 anos, Sérgio Cabral recebeu quase R$ 56 mil por dia.

Esquema milionário de propina nos transportes custava R$ 1,2 milhão por mês

Um milhão e duzentos mil reais por mês. Esse era o custo mensal do esquema milionário de pagamento de propina instalado no setor de transportes do Rio. Na segunda-feira (3), toda a cúpula foi presa numa operação conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Empresários são acusados de desviar até R$ 500 milhões sob o comando do ex-governador Sérgio Cabral.

A Operação Lava Jato interrompeu um esquema de corrupção antigo: foram 26 anos de propinas. É o que conta o colaborador Edimar Moreira Dantas no inquérito da Operação Ponto Final, deflagrada na segunda pelo MPF no Rio

Edimar Dantas era funcionário da empresa Hoya, a corretora de valores e câmbio do doleiro e delator Álvaro José Novis. Era ela quem controlava as planilhas e os pagamentos do caixa dois da Fetranspor. Dantas revelou que a federação, a mando de Lavouras, passou a utilizar os serviços dele para guardar dinheiro e fazer pagamentos de vantagens indevidas a políticos.

Dantas contou que, entre 1990 e 2016, as ordens para os pagamentos eram dadas unicamente por José Carlos Lavouras, presidente do conselho da Fetranspor, sempre em bilhetes.

Os procuradores descobriram que Lavouras foi um dos que mais receberam propina entre 2010 e 2016: R$ 40 milhões, em três contas.

O conselheiro da Fetranspor é o único que ainda não foi preso na operação Ponto Final entre os que tiveram prisão decretada. Ele está em Portugal, e os advogados disseram que ele volta ao Rio no próximo sábado.

Edimar Dantas também entregou aos procuradores uma tabela com a relação das empresas de ônibus que participavam do esquema ilegal. Só em janeiro do ano passado, elas arrecadaram cerca de R$ 6,5 milhões. Quase R$ 1,2 milhão foram descontados para pagar o que os investigadores chamam de "despesas operacionais".

O RJTV apurou que essa era a verba mensal, necessária para manter a quadrilha funcionando, pagando seguranças, funcionários e taxas em geral. Os R$ 5,2 milhões que sobraram foram repassados para uma conta da quadrilha.

Os procuradores dizem ainda que o maior empresário de ônibus do Rio, Jacob Barata Filho, também usava suas empresas para abastecer o caixa dois da Fetranspor. Entre fevereiro de 2013 e maio de 2014, ele depositou mais de R$ 17 milhões nas contas da organização criminosa.

O dinheiro era misturado com as contribuições das outras empresas do setor. Mais tarde, parte desses recursos era redistribuída para os integrantes da quadrilha. Os investigadores dizem que Barata recebeu, de volta, pelo menos R$ 27 milhões. Dinheiro usado para irrigar as relações entre os donos do transporte coletivo do Rio com o poder concedente do transporte público.

O maior beneficiário do esquema foi o ex-governador Sérgio Cabral. Em seis anos, ele recebeu quase R$ 123 milhões dos empresários: cerca de R$ 56 mil por dia. O número equivale a 14 mil passagens de ônibus intermunicipal, a R$ 4. Ou 350 ônibus lotados rodando na cidade do Rio.

Os procuradores concluíram que Lavouras, Lélis Teixeira, o atual presidente da Fetranspor, e Jacob Barata Filho “controlam o setor de transportes do Rio, exercendo influência para além dos trâmites legais e legítimos, em negócios ilícitos, em prejuízo da população do Rio, maior usuária dos serviços de transportes de suas empresas”.

PF cumpre novos mandados na operação contra desvios no transporte público do RJ

05/07/2017 - Bom Dia Rio

Ação visa cumprir um mandado de condução coercitiva e três de busca e apreensão. Operação Ponto Final já resultou na prisão de 11 pessoas ligadas ao transporte público no estado.

Por Arthur Guimarães, 

Homem é levado coercitivamente para a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos (Foto: Reprodução / TV Globo)
Homem é levado coercitivamente para a sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos (Foto: Reprodução / TV Globo) 

A Polícia Federal realiza um desdobramento da Operação Ponto Final, na manhã desta quarta-feira (5), no Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de condução coercitiva contra Alexander Luiz de Queiroz Silva. Segundo a polícia, com ele seria sócio de uma empresa de consultoria de investimentos. Também estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que estavam sendo cumpridos três mandados de condução coercitiva. O erro foi corrigido às 7h55).

Por volta das 6h20, os agentes saíram de um prédio da Rua Alberto de Campos, em Ipanema, na Zona Sul da cidade, conduzindo coercitivamente Alexander. Ele foi levado a um prédio comercial na Rua Visconde Pirajá, no mesmo bairro. Na casa do empresário foram apreendidos US$ 9.000, 00 e R$ 3.000,00 em espécie, além de computadores.

Na segunda-feira (3), a ação foi desencadeada e resultou na prisão de 10 pessoas ligadas ao transporte público no estado. Além dessas, o empresário Jacob Barata Filho foi preso na noite de domingo (2) no aeroporto Internacional Galeão quando tentava embarcar para Portugal. Também foram cumpridos menos 30 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a investigação da PF e do Ministério Público Federal, empresários são acusados de desviar até R$ 500 milhões sob o comando do ex-governador Sérgio Cabral. Esse esquema criminoso envolvia agentes públicos, políticos e também representantes de órgãos responsáveis por fiscalizar o transporte público e também empresários desse setor de transporte.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Três anos após a inauguração, BRT Transcarioca sofre com sinais de abandono

19/06/2017 - O Globo

Mesmo feita com concreto, via apresenta rachaduras e buracos
   
POR STÉFANO SALLES

Chão rachado. Trecho da pista do BRT Transcarioca afunda, em meio a rachaduras, na Rua Cândido Benício, próximo à saída do mergulhão, na estação Campinho - Fabio Rossi / Agência O Globo

RIO - No último dia 1º, o BRT Transcarioca, que liga o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, ao Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, cruzando 13 bairros da Zona Norte, completou três anos de funcionamento. A obra é um dos legados deixados pelos Jogos Olímpicos Rio-2016, mas já apresenta problemas operacionais e sinais de degradação que preocupam motoristas e passageiros com relação à segurança.

A Estação do BRT, no Terminal 1 do GaleãoConsórcio BRT critica prefeitura por liberar táxis no corredor Transcarioca

Obras. O trecho que ligará Deodoro ao Caju deve ficar pronto em junho de 2018Transbrasil: prevista para a Olimpíada de 2016, via continua em obra

Na última sexta-feira, a equipe do caderno Zona Norte visitou alguns pontos considerados problemáticos pelos usuários do sistema e viu o desgaste da estrutura. O corredor, mesmo feito de concreto, para suportar veículos mais pesados sem o desgaste que o peso provoca com mais facilidade no asfalto, apresenta danos em diversos trechos. Na Rua Cândido Benício, na saída da estação Campinho, no sentido Praça Seca, um trecho da pista está rachado e ela parece afundar, na saída do mergulhão.

Passageira regular da linha, que utiliza para chegar diariamente ao trabalho, na Ilha do Governador, a atendente comercial Luana Barbosa diz que o problema não é novo.

— Já tem uns meses que a pista está assim e não recebe manutenção. Fico preocupada, porque o corredor foi concebido para que os ônibus trafegassem em alta velocidade. E são veículos grandes, então, é necessário tomar cuidado para evitar um desastre aqui — afirma.

Na saída da estação Ibiapina, na Penha, um grande buraco no meio da pista força os veículos a reduzirem a velocidade ao se aproximarem da área. Esse trecho foi inaugurado depois do primeiro: em outubro de 2014. Há também rachaduras no solo, na entrada do viaduto de saída da estação Cacique de Ramos, no sentido Galeão.

Um passageiro, que prefere não ser identificado, lembra a existência de outro problema que põe em risco a segurança de quem utiliza o serviço.

— Em frente à Avenida Brasil, diversos passageiros e usuários de crack obrigam os motoristas a pararem os veículos onde querem descer. É entre a Maré a e a Santa Luzia. Por causa da passarela que fica ali, dizem que é a estação Caracol. Já houve caso em que o motorista não parou no local e, poucos metros adiante, o ônibus foi destruído — explica.

Buraco. Problema está na saída da estação Ibiapina, na Penha - Fabio Rossi / Agência O Globo

Alvo constante de depredações em áreas cercadas por comunidades controladas pelo tráfico de drogas, as estações também sofrem com problemas de caracterização que ampliam a sensação de insegurança dos passageiros. As estações Cacique de Ramos, Cardoso de Moraes e Santa Rita, por exemplo, não têm mais vidros. São frequentes também as queixas sobre moradores que utilizam o serviço sem pagar e baderna dentro dos veículos, como relata o universitário Lucas Rodrigues.

— Há uma grande sensação de insegurança dentro do BRT Transcarioca, que passa por áreas perigosas, onde há ausência das instâncias de governo, e tudo costuma piorar ao anoitecer. Antes, o principal risco eram os crimes cometidos dentro das estações ou do ônibus. Agora, há perigo também na via por onde ele passa — afirma.

De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, os problemas relatados são responsabilidade da Secretaria municipal de Meio Ambiente e Conservação (Seconserma). A Secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informou que, ao longo do ano, já realizou oito ações no viaduto da Avenida Brasil, e que 18 pessoas foram acolhidas nas ações. O órgão reforçou ainda que, como a legislação proíbe a internação compulsória, os usuários de drogas só podem ser encaminhados aos abrigos por livre e espontânea vontade.

O consórcio responsável pela operação do BRT informou que o vandalismo é um problema constante das estações. Por meio de nota, informa: “No dia 26 de julho de 2015, apenas cinco dias depois de ter sido totalmente restaurada, a estação Cacique de Ramos voltou a ser atacada. Na segunda vez, além das pichações, foram roubados equipamentos necessários para a segurança viária do sistema de ônibus exclusivos: a câmera que acompanha a circulação dos ônibus no sentido Galeão, dois sensores, que sincronizam a abertura de portas da estação com a chegada do ônibus, e um semáforo que informa ao motorista sobre a abertura das portas. A troca de vidros das três estações citadas ocorreu na semana passada. A previsão é que nova troca aconteça na próxima semana, mas isso depende do estoque. Como a demanda provocada por vandalismo é grande, algumas vezes não há tempo hábil para repor o material no estoque”, explica o documento.

Por meio de nota, a Seconserma informa que as equipes da secretaria já realizam o levantamento dos reparos necessários para a via. As ações serão incluídas na programação de serviços do corredor Transcarioca.